domingo, 19 de agosto de 2012

Viço Alexandrino (Rosa Lia Dinelli)

Nas asas do condor atravessei fronteiras.
Caminhos siderais nos voos desarmados.
Pousada original nas plagas condoreiras -
berçário sedutor dos versos decantados!


E o soneto se expande em linha sublimável,
muito além da palavra em líricas moldagens.
Em cada inspiração o traço memorável -
relicário sutil no templo das miragens.


Mistério colossal nos versos altaneiros.
Ah! mundo criador das sensações poéticas.
A rima no painel dos ciclos pioneiros -
estados perenais na ordenação das métricas.


No viço alexandrino a seiva elaborada.
Nos cimos da emoção a messe consagrada!





Esse post é dedicado ao blog "Tribuna Escrita", em agradecimento à homenagem de Bruno Fernandes Lima, no dia 07 de Agosto de 2011: http://tribunaescrita.blogspot.com.br/2011/08/soneto-de-rosa-lia-dinelli.html?showComment=1342904556572#c88270259135541031

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